Criada para fiscalizar medidas protetivas, iniciativa de Rondônia já realizou 12 mil visitas apenas em 2023

A Patrulha Maria da Penha completou 8 anos de atuação no combate e prevenção à violência doméstica em Rondônia. Criada para fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, a iniciativa se tornou referência na defesa dos direitos das mulheres.

Desde seu primeiro ano, em 2017, quando registrou 355 atendimentos, a Patrulha expandiu sua atuação: em 2023, foram mais de 12 mil visitas, somando quase 50 mil atendimentos ao longo da trajetória. O Governo de Rondônia tem investido na capacitação de policiais militares para atuar na linha de frente e criou o Núcleo de Proteção e Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar.

Histórico de superação

Entre os casos atendidos está o da cabeleireira Ronny Silva, vítima de um relacionamento abusivo que durou 4 anos. Seu ex-companheiro atou fogo nela, na mãe e na filha, em um episódio que quase terminou em tragédia. “O apoio da Patrulha Maria da Penha fez toda a diferença na minha vida”, relata.

Ronny, que hoje se considera superada, aconselha outras mulheres: “A vítima precisa romper com o silêncio e pedir ajuda”. Ela destaca que, no seu caso, ignorou os primeiros sinais de violência, um erro comum entre vítimas.

O coronel Carlos Carvalho Estrela, da Polícia Militar, reforça a importância da rede de apoio: “A mulher precisa perceber que não está sozinha e buscar auxílio das autoridades ou familiares”.

A data marca não apenas a trajetória da Patrulha, mas também um momento de reflexão sobre os desafios no enfrentamento à violência doméstica. Com investimentos contínuos, Rondônia busca ampliar a proteção e reduzir os índices de agressões contra mulheres.

Portal SGC

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