O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) assinou o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Vaza Toga. Até agora, 148 parlamentares já confirmaram apoio — sendo 129 deputados e 19 senadores. O número, no entanto, ainda não alcança o mínimo exigido: 171 deputados e 27 senadores.
A CPMI tem como objetivo investigar ministros e servidores do Judiciário e integrantes do Ministério Público. O perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, apresentou denúncias de que auxiliares do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teriam trocado mensagens fora do rito processual, em inquéritos contra políticos e militantes de direita.
Segundo Chrisóstomo, a apuração é necessária para dar transparência às ações do Judiciário. O parlamentar destacou que, diante das revelações, a investigação deve avançar para garantir respeito às leis e ao equilíbrio entre os poderes.
As denúncias ficaram conhecidas como “Vaza Toga” após a divulgação de conversas no aplicativo WhatsApp. Em depoimento ao Senado, Tagliaferro apresentou documentos que apontam supostas irregularidades em operações realizadas em 2022 contra empresários apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A oposição deve intensificar a coleta de assinaturas nas próximas semanas para alcançar o número mínimo necessário e protocolar oficialmente o pedido de criação da CPMI.


