Em contrapartida, Rondônia importou ainda US$ 92,7 milhões dos Estados Unidos em 2024. O país foi o 4º maior fornecedor internacional do estado. Entre os itens comprados estão máquinas agrícolas, aviões, produtos químicos e plásticos industriais.
Com o aumento das tarifas, o setor produtivo teme um efeito em cadeia, com impactos no preço dos insumos, na inflação, inclusive na perda de contratos comerciais.
Apesar da taxação elevada, o economista Otacílio Moreira de Carvalho informou que o impacto direto sobre o estado tende a ser baixo, devido à menor dependência de Rondônia em relação ao mercado norte-americano.
“Para o estado de Rondônia, o impacto está em uma situação de intermediário a baixo, uma vez que os Estados Unidos se configuram nos últimos anos como o quinto ou sexto maior destino das nossas exportações, representando atualmente menos de 5% do total exportado pelo estado”, explicou.
Segundo ele, os principais produtos afetados são justamente os mais comercializados com os Estados Unidos. Otacílio também destaca que, no caso do café, o efeito tende a ser menor por conta da alta demanda global.
“Café é um produto que nós chamamos de inelástico, ou seja, o aumento no preço dele tem pouco impacto sobre seu consumo”, diz.
Sobre o milho, o economista informou que, mesmo com possível redução nas exportações, o mercado interno pode absorver a produção, e o impacto da medida deve ser pequeno — o que ajuda a explicar por que o produto não está entre os principais itens afetados pelo tarifaço, segundo o levantamento da CNI.
“O mercado interno tem ampla capacidade de absorver essa produção de milho e destiná-lo para a produção de óleo e, principalmente, de etanol”.



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