Entidades estimam impacto de R$ 197 bilhões até 2050; maioria da bancada de Rondônia apoiou medida que pode encarecer a energia

A conta de luz pode ficar até 3,5% mais cara após o Congresso Nacional derrubar parte dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um projeto que regulamenta a geração de energia eólica em alto-mar. A decisão, tomada na última terça-feira (17), foi apoiada pela maioria dos parlamentares de Rondônia, com exceção de um deputado.

A Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) e a Abrace Energia calculam que os pontos aprovados podem gerar um impacto acumulado de R$ 197 bilhões até 2050 — cerca de R$ 7,8 bilhões por ano. Esse custo deve ser repassado diretamente aos consumidores.

Como votou a bancada de Rondônia

Senadores:

  • – Confúcio Moura (MDB) — derrubou o veto
  • – Jaime Bagattoli (PL) — derrubou o veto
  • – Marcos Rogério (PL) — derrubou o veto

Deputados federais:

  • – Coronel Chrisóstomo (PL) — voto em branco
  • – Cristiane Lopes (União) — abstenção
  • – Dr. Fernando Máximo (União) — voto em branco
  • – Lebrão (União) — derrubou o veto
  • – Lúcio Mosquini (MDB) — manteve o veto
  • – Maurício Carvalho (União) — derrubou o veto
  • – Silvia Cristina (PP) — derrubou o veto
  • – Thiago Flores (Republicanos) — derrubou o veto

Medidas aprovadas e seus impactos

1. Contratação obrigatória de pequenas hidrelétricas (PCHs)

  •    – O Congresso determinou a compra compulsória de 4,9 GW de energia, mesmo sem demanda.
  •    – Impacto estimado: R$ 140 bilhões até 2050.

2. Hidrogênio líquido do etanol e eólicas no Sul

  •    – Contratação de projetos no Nordeste e Sul.
  •    – Impacto estimado: R$ 33 bilhões (R$ 28 bi do hidrogênio e R$ 5 bi das eólicas).

3. Prorrogação de contratos do Proinfa

  •    – Extensão por 20 anos de contratos de energia alternativa.
  •    – Impacto estimado: R$ 24 bilhões.

O Congresso ainda deve analisar trechos que podem elevar o impacto total para R$ 545 bilhões até 2050, incluindo:

  • – Extensão de usinas a carvão (R$ 92 bi)
  • – Pagamento obrigatório por térmicas a gás (R$ 155 bi)
  • – Subsídios à energia solar (R$ 101 bi).

Portal SGC

Participação.

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