Segundo Tavares, a situação atual remete à cheia de 2014, considerada uma das mais severas da história recente da região
O repórter Roni Carvalho esteve, nesta quinta-feira (24), com o presidente da Associação dos Moradores do Distrito de Nazaré (AMPAN), Jeferson Tavares, para relatar os impactos provocados pela cheia do Rio Madeira na comunidade local. Segundo Tavares, a situação atual remete à cheia de 2014, considerada uma das mais severas da história recente da região.
“A cheia de 2025 foi muito semelhante à de 2014. Os impactos nos pegaram de surpresa. Foi um evento que trouxe diversas consequências negativas. Muitos moradores foram afetados direta e indiretamente, perdendo espaços e bens. Ainda estamos com parte da comunidade sob as águas, e o processo de recuperação tem sido lento. Estamos nos reerguendo conforme as possibilidades”, afirmou o presidente da AMPAN.
De acordo com ele, os prejuízos materiais foram significativos. “Quem possuía móveis como sofás, armários ou estantes acabou sendo obrigado a deslocá-los constantemente, o que causou danos e perdas. Eu mesmo perdi um armário grande com espelho — restou apenas o espelho, pois o móvel foi totalmente danificado pela água”, relatou.
Jeferson Tavares também fez um apelo às autoridades. “Precisamos com urgência da ajuda do poder público, tanto estadual quanto municipal. Os produtores rurais perderam tudo e foram severamente prejudicados. Ainda necessitamos de água potável, cestas básicas e, principalmente, sementes, para que os agricultores possam retomar o cultivo de frutas e hortaliças, que representam a principal fonte de renda dessas famílias.”, finalizou Jeferson Tavares.
Confira a entrevista:
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